Menu
Greve da Caixa: sem acordo, TST julga dissídio nesta terça-feira (29)
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasil e Mundo

Greve da Caixa: sem acordo, TST julga dissídio nesta terça-feira (29)

Banco recusou nova conciliação antes do julgamento; agências seguem com 60% dos empregados e Saúde Caixa é o principal ponto de impasse.

Greve da Caixa: sem acordo, TST julga dissídio nesta terça-feira (29)
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Compartilhe:

A greve da Caixa chega ao julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST) sem acordo entre o banco e os empregados. A Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do tribunal julga nesta terça-feira (29), a partir das 14h30, o dissídio coletivo aberto pela Caixa Econômica Federal. A paralisação nacional começou em 10 de setembro e segue por tempo indeterminado.

A Caixa formalizou ao TST que não participaria de uma nova tentativa de conciliação antes do julgamento. O tribunal chegou a abrir a possibilidade de uma audiência no sábado (26), condicionada ao interesse das duas partes, mas o banco pediu o prosseguimento do processo, alegando que já havia esgotado as concessões possíveis nas negociações. Uma mediação realizada no dia 23 também terminou sem entendimento.

Os representantes dos trabalhadores afirmam que sempre defenderam uma solução negociada. Em manifestação apresentada ao TST no sábado, a Contraf-CUT pediu que a greve seja declarada não abusiva, que os dias parados sejam compensados sem desconto nos salários e que não haja retaliação aos grevistas. Se não houver acordo, caberá ao tribunal definir as regras por meio de sentença normativa.

Agências funcionam com 60% dos empregados

Enquanto o julgamento não acontece, as agências funcionam de forma parcial. Por decisão do ministro Maurício Godinho Delgado, cada unidade deve manter pelo menos 60% dos funcionários em atividade, sob pena de multa diária de R$ 100 mil aos sindicatos que descumprirem a determinação.

A Caixa havia pedido que 80% do quadro permanecesse trabalhando, para garantir serviços essenciais como o pagamento de benefícios sociais e do FGTS. O pedido foi atendido apenas em parte. Os sindicatos, por sua vez, pediram que seja verificado se o banco cumpre o percentual definido pelo tribunal.

Saúde Caixa no centro do impasse

O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Os trabalhadores querem manter o modelo de custeio de 70% pago pelo banco e 30% pelos usuários e retirar o teto de contribuição da empresa. Na mesa de negociação, a Caixa chegou a indicar a elevação desse teto de 6,5% para 9% da folha de pagamento, mas depois afirmou que se tratava apenas de um compromisso de estudo, não de uma garantia efetiva.

A proposta mantida pelo banco no processo prevê reajustes anuais das mensalidades e da coparticipação conforme cálculo atuarial, a possibilidade de cobrança extraordinária em caso de déficit e a autorização para transferir a gestão do plano a uma entidade externa. Também estão em disputa pontos como a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o auxílio-creche e o calendário de negociações sobre carreira e teletrabalho.

Foto de Éder Luiz

Éder Luiz

Éder Luiz é jornalista com mais de 30 anos de trajetória na comunicação, com passagens por rádio, TV, impresso e mídia digital — incluindo RBS TV/Globo e TV Record. É fundador do Portal Éder Luiz Notícias, referência em jornalismo hiperlocal no Meio-Oeste catarinense desde 2010. Graduado em Jornalismo pela Universidade Estácio de Sá.


Compartilhe: